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Teste comportamental: autoconhecimento para profissionais de sucesso

19.05.2019

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Depressão: uma doença que mata

 

 

“A depressão matou a minha mãe”, afirma Ana Guerrini. A mãe dela morreu em 2013, aos 45 anos, 15 dias após iniciar um tratamento com antidepressivos. Porém, o corpo não aguentou... falência dos órgãos.

 

A estudante de 23 anos explica que a família só percebeu que a mãe estava doente, um mês antes do falecimento “ela não saia mais da cama e não queria comer”. Os familiares de vítimas de depressão costumam ter dificuldades de saber a diferença entre uma tristeza excessiva e um quadro depressivo, por isso, muitas vezes demoram para procurar ajuda profissional.

 

A depressão é uma doença que atinge cerca de 11 milhões de brasileiros, segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2012. Sendo a faixa etária de 60 a 64 anos com maior proporção de depressivos (11,1%), enquanto o menor percentual é entre jovens 18 a 29 anos (3,9%).

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a depressão é um distúrbio afetivo caracterizado, principalmente, pelo rebaixamento do humor, redução da energia e diminuição das atividades. Pode variar entre episódios mais leves e mais graves, que podem levar ao suicídio.

 

A OMS também afirma que mais de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o mundo, ou seja, pelo menos 5% da população desenvolve a doença ao longo da vida.

 

A Pesquisa Nacional da Saúde também indica que existe maior prevalência de depressão entre as mulheres (10,9%) em relação aos homens (3,9%). De acordo com o psiquiatra Evandro Borgo, essa constatação ocorre por dois motivos: as mulheres têm mais facilidade de falarem sobre questões emocionais o que pode contribuir para essa estatística. Além disso, o quadro hormonal feminino também pode influenciar no fato da depressão ser mais recorrente em mulheres.

 

A psicóloga Fátima Masson Bastos, com 38 anos de experiência clínica, explica quais são os principais sintomas da doença.

 

 

A psicóloga explica que para a medicina a depressão não tem cura, porém, é possível que a pessoa depressiva encontre por meio da psicoterapia fontes de pequenos prazeres, que dê um novo sentido a sua existência, proporcionando qualidade de vida. Ela ressalta a importância do acompanhamento psicológico em diagnósticos de depressão, e explica que o tratamento medicamentoso é indicado em quadros graves, que são aqueles recorrentes ou crônicos, quando inclusive existe a possibilidade de suicídio.

 

A estudante de pedagogia Vitória de Almeida Fonseca, de 23 anos, também já sofreu de depressão. Aos 18 anos, após a morte do avô, a aprovação no vestibular e o início da faculdade de letras percebeu que nada mais trazia felicidade “era um misto de inquietação, insegurança e muita tristeza”.

 

E a depressão foi se agravando, “chorava todos os dias, e muitas vezes nem sabia o real motivo de tanta tristeza”. Ela desistiu da faculdade no início de 2012, e em dois anos perdeu 24 kg “não sentia fome, não tinha vontade de levantar da cama e o escuro era o meu melhor amigo”.

 

Para superar a doença Vitória fez acompanhamento psiquiátrico durante dois anos, período em que foi medicada com antidepressivos, “é uma luta com você mesmo, com sua mente, e que só você pode vencer”. A terapia até hoje faz parte da rotina da estudante, que afirma ser essencial o apoio que recebeu da família na época em que lutou contra a depressão, e ressalta que a religião também lhe ajudou a vencer a doença.

 

Foto 1: inmigrantesenpanama.com

Foto 2: Arquivo Pessoal/Reprodução Facebook

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