Contato
  • Facebook - Black Circle
  • Instagram - Black Circle
  • YouTube - Black Circle
  • RSS - Black Circle
contato@mulheresemfoco.com.br
Rua Semi-Gebara, 2-40
Bauru - SP- Brasil

Conteúdo protegido por direitos autorais.

Proibida a reprodução total ou parcial sem

autorização expressa do autor.

Copyright © 2017 

Mulheres em Foco

Redes Sociais
Destaque
  • Facebook - Black Circle
  • Instagram - Black Circle
  • YouTube - Black Circle
  • RSS - Black Circle

Teste comportamental: autoconhecimento para profissionais de sucesso

19.05.2019

1/10
Please reload

Please reload

Relacionamentos abusivos: as vítimas do machismo

 

Violência, machismo, não tem classe social, cor, nem idade. Está presente em todas as esferas da sociedade e precisa ser combatido, urgentemente, pois, é responsável pela morte de milhares de mulheres.

 

Dados do Mapa a Violência de 2015, mostram que dos 4.762 assassinatos de mulheres registrados em 2013 no Brasil, 50,3% foram cometidos por familiares, sendo que em 33,2% dos casos, o crime foi praticado pelo parceiro ou ex.

 

A psicóloga Analu Lanik Costa, explica que relacionamento abusivo é toda relação que cause algum dano à  mulher. "Às vezes imaginamos que a agressão física caracteriza um relacionamento como abusivo, mas muitas vezes o cerceamento da liberdade da mulher, a manipulação e chantagem emocional causam tantos ou mais danos que as agressões físicas".

 

Pesquisa realizada pelo Instituto Avon em parceria com o Data Popular em 2014, aponta que 3 em cada 5 mulheres jovens já sofreram violência de seus parceiros.

 

A Laura* mora em São Caetano do Sul e tem 23 anos. Entre os 13 e 18 anos, viveu um relacionamento abusivo. "Ele dizia que eu era gorda, que meu cabelo era feio e desarrumado, que eu era feia e ninguém iria me querer se não fosse ele. Eu me sentia um lixo, realmente sentia que ele estava fazendo um favor de ficar comigo...eu tinha medo de ficar sozinha".

 

A jovem declara que com o tempo o comportamento do namorado piorou "Ele me xingava, gritava, tinha que fazer sexo quando ele queria...ele também me batia". Após 5 anos de abusos e sofrimento, ela terminou o namoro, mas o relacionamento deixou traumas e medos. "Passei um ano, após o rompimento sem fazer sexo, tinha pânico de ver algum ficante tentando algo".

 

Até hoje Laura passa por tratamento psicológico e psiquiátrico para se recuperar da violência sofrida. E declara "acredito que a melhor forma de sair desse tipo de relação é contar pra um familiar próximo, um amigo querido, pessoas em que você confie plenamente, acho que assim a força pra terminar vem mais fácil, porque você vê que não está sozinha".


 

 

 

A psicóloga destaca quais são os traumas deixados por um relacionamento abusivo, “baixa autoestima, depressão, ansiedade, transtorno de estresse pós traumático, dificuldade de entrar em novos relacionamentos".

 

A curitibana Alice* tem 21 anos e é casada. Vive um relacionamento abusivo há cinco anos. "Ele me chama de louca, me diminui toda vez que tem oportunidade, destrói minha autoestima, me culpa por tudo, diz que se eu largar dele eu não vou achar ninguém melhor que ele, debocha de mim..."

 

Além de sofrer agressões psicológicas, também já foi vítima de violência física. E quando procurou amigos e parentes para desabafar a respeito dos abusos sofridos, ao invés de apoio, escutou que era para continuar com o marido, pois "Deus não gosta do divórcio".

 

Apesar da falta de compreensão das pessoas que ama, ela confessa "só não fui embora até agora porque não tenho para onde ir e estou desempregada, mas estamos separados, mesmo assim é desgastante viver na mesma casa e ainda dependendo financeiramente dele".

 

De acordo com a psicóloga para superar um relacionamento abusivo é importante ter uma rede de apoio composta por amigos e familiares e em alguns casos pode ser necessário realizar acompanhamento psicológico e fazer o uso de medicamentos.
 

*A matéria utilizou nomes fictícios para preservar a identidade das vítimas

 Foto 1: reportermt.com.br

 Foto 2: saberpenal.com.br

 

Compartilhe no Facebook
Compartilhe no Twitter
Please reload