Relacionamento virtual: do romance ao prazer



A forma de se relacionar está em constante mutação, e agora a tecnologia está sendo utilizada como uma aliada para quem procura um par, seja para um relacionamento sério ou apenas uma noite de prazer.


Solteiras, separadas, viúvas e até mesmo comprometidas. Pessoas de todas as idades e por diferentes motivos se renderam aos sites de relacionamento virtual e, recentemente, aos aplicativos de paquera.


A professora Gloria Lazzari de 59 anos começou a usar um app de paquera por diversão e acabou encontrando um namorado. O analista de sistemas Daniel Suguimoto de 26 anos, conheceu a estudante Letícia Guimarães de 23 anos pelo Tinder, hoje eles têm o Pedro de nove meses e planejam o casamento para o próximo ano.


Mas se antes era possível a troca de olhares e sorrisos, agora, o primeiro contato ocorre por trás de uma tela. O lado positivo? A professora afirma que é a possibilidade de poder conversar e analisar o par antes de marcar um encontro.


Primeiro, você cria um perfil, faz uma breve descrição sobre você, e coloca sua melhor foto. Na internet, você pode criar a sua melhor versão, exaltar suas qualidades e esconder os seus defeitos, como explica a psicóloga Priscila Ferreira, "um fator positivo dos relacionamentos virtuais é a possibilidade de conhecer alguém, conversar e descobrir afinidades antes de ter qualquer contato físico. Também é possível mostrar ao outro apenas uma versão 'melhorada' de si. Na internet, você decide quando interagir, com quem e o que dizer".



Mas a psicóloga ressalta que também há pontos negativos que podem prejudicar um relacionamento digital. "Como você só tem acesso a uma versão do par, pode ocorrer a idealização e um envolvimento afetivo forte, antes mesmo do primeiro encontro, o que pode no futuro gerar uma frustração dolorosa".


A turismóloga Priscilla Pereira Neves, de 24 anos, conta como foi seu primeiro encontro com um homem que conheceu pela internet, "no Tinder, ele só tinha duas fotos e parecia bonitinho, mas pessoalmente era bem diferente e não senti nenhuma atração física. Acabamos saindo duas vezes, mas depois comecei a recusar os convites dele. As fotos podem enganar bastante".


Além disso, a interação online excessiva pode gerar o afastamento social, prejudicando os relacionamentos no mundo real. "Há o risco de desenvolver dependência de internet, por passar muito tempo online ou, em alguns casos, por somente conseguir conhecer pessoas ou se relacionar pela internet", destacou a psicóloga.


As pessoas que se relacionam pela internet, com desconhecidos, acabam se expondo a riscos e perigos, ao expor a intimidade. Pois, no ambiente virtual também existem pessoas mal-intencionadas, criminosas, que ganham sua confiança, e depois cometem roubo, extorsão, como em muitos casos relatados pela mídia.


Por isso, é sempre bom ter cuidado e não confiar cegamente nas pessoas, como afirma a professora Gloria. "Muitas pessoas carentes e ingênuas podem ser enganadas e sofrerem golpes, pois, por trás de uma tela, as pessoas utilizam máscaras, criam personagens, elas podem ser o que gostariam de ser". Por isso, Gloria recomenda fazer muitas perguntas ao par, que pode cair em contradição e mostrar que está mentindo.


Foto 1: medium.com


Foto 2: insidemarketing.it


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