Psicóloga alerta para comportamentos de risco e suicídio entre jovens

Foto: Pixebay


Cresce a preocupação dos pais de adolescentes em relação à segurança e ao bem-estar dos filhos, após o suicídio de jovens em razão do jogo Baleia Azul. Nele, os adolescentes são desafiados pela internet a passarem por 50 missões que incluem mutilação, sendo a última etapa o suicídio.


Dados divulgados pela BBC mostram que houve um aumento de 27,2% na taxa de suicídio entre jovens brasileiros de 15 a 29 anos, entre 1980 e 2014, de acordo com um estudo realizado pelo Ministério da Saúde.


Em busca de identificar comportamentos de risco e suicídio de jovens e ajudá-los a superar os problemas, a psicóloga Katiucia Marquezin percorre as escolas de Bauru conversando e orientado adolescentes. "Atuo como mediadora, com o intuito de favorecer o diálogo, o acolhimento e a expressão de sentimentos. É um espaço de orientações, informações e busca por qualidade de vida, apoio social e bem-estar dos jovens".


A psicóloga recomenda a participação dos pais na vida dos filhos, com uma convivência diária baseada no diálogo, afeto e confiança. Ela destaca que a família deve prestar atenção nos sinais que os jovens podem dar quando não estão bem "Alteração do humor e do comportamento são fatores que podem favorecer tomadas de decisões que levem a vulnerabilidade desse jovem. Fatores relacionados à saúde mental também estão envolvidos e precisam ser observados de perto”.


Com os jovens cada vez mais conectados, os comportamentos que colocam em perigo à vida desses adolescentes não se limitam ao ambiente offline e se estendem ao online. Muitas vezes, é nas redes sociais e com pessoas desconhecidas que eles se sentem à vontade para falar sobre os problemas, medos e sentimentos.


Por isso, a psicóloga Katiucia Marquezin alerta a quais comportamentos os pais devem ficar atentos quando os filhos estão na internet "Atenção a aproximação de haters, pedófilos e pessoas que apresentem discurso violento e agressivo, e que possam envolver o jovem em situações de risco, como violência, automutilação, uso de drogas e encorajamento ao suicídio".


Ela também orienta os pais a conversarem com os filhos sobre exposição da intimidade na internet, divulgação de informações pessoais e bullying, comportamentos comuns entre muitos jovens no meio online, mas que devem ser evitados para não colocar os adolescentes em risco.


De acordo com a especialista, estudos atuais apontam que a família é um fator de proteção social, assim como a escola e os amigos. Principalmente, quando ocorrem intervenções adequadas, bem direcionadas e com apoio profissional.

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