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Teste comportamental: autoconhecimento para profissionais de sucesso

19.05.2019

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Uma em cada quatro mulheres brasileiras sofre violência no parto

 

A hora do parto deveria ser um dos momentos mais felizes na vida de uma mulher, mas muitas vezes é transformada em um pesadelo, devido aos traumas sofridos pelas vítimas de violência obstétrica. É o que mostra uma pesquisa realizada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo: uma a cada quatro mulheres  brasileiras sofre violência durante o parto

 

Violência obstétrica é qualquer ato ou intervenção direcionado à mulher grávida, parturiente ou puérpera (que deu à luz recentemente), ou ao seu bebê, praticado sem o consentimento explícito, sem informar a mulher, desrespeitando sua autonomia, integridade física e mental, seus sentimentos, opções e preferências. 

 

Paula Santos tem 25 anos e é mãe de Henrique de 5 anos. Foi no Hospital do Servidor Público, em São Paulo, que o tão sonhado nascimento de seu primeiro filho se transformou em um dos piores momentos da vida. "Passei 30 horas sofrendo e não podia nem gritar, pois via que as mulheres que gritavam eram coagidas a ficar quietas. Estava sozinha, sem comer, sem beber, sem anestesia, pensei em suicídio para acabar com a dor". 

 

A jovem foi encaminhada para a cesárea e só então teve direito a companhia da mãe. "Se eu não tivesse desligado o soro, e falado que ia sair do hospital pra ir pra outro, e se minha mãe não estivesse pressionando, não sei quanto demoraria. O tempo todo me falavam que poderia durar 3 dias o trabalho de parto".

 

Durante as 30 horas de espera, Paula pediu pela cesária, mas a cirurgia foi negada, pois, de acordo com a equipe médica o parto normal costuma ser demorado. Não houve diálogo e nem respeito pela opinião de Paula "Meu bebê tomou o primeiro leite da vida artificial, não colocaram ele para eu amamentar, nem me perguntaram se poderia dar leite artificial a ele".

 

 

Felizmente Henrique nasceu saudável, apesar de toda a demora e o estresse que a mãe foi submetida "Não fizeram sequer um exame para ver os batimentos do bebê, não sabia se estava tudo bem com o meu filho". Além das tristes lembranças, Paula também carrega uma hérnia umbilical devido à força feita durante a tentativa frustrada de ter o filho por parto normal.

 

No dia 25 de julho de 2013, Elisangela  dos Santos, de 29 anos, deu entrada no Hospital público Beneficiente Portuguesa, em Belém, no Pará. Ela queria uma cesariana, mas não permitiram e aplicaram remédios para induzir o parto, sem explicar a mãe quais os riscos que essa prática poderia trazer.

 

O médico pediu que ela não gritar e não fazer barulho, ele também proibiu acompanhante. "Vi as mulheres parindo e as enfermeiras dizendo 'essa ai se cagou toda, que nojo', 'na hora de fazer não gritava'."

 

As horas seguintes foram marcadas por angústia, medo e muito sofrimento. "Às 4 horas da manhã minha bolsa estourou e comecei a parir sozinha, enquanto as enfermeiras e o medico dormiam. Comecei a gritar por ajuda, a enfermeira chegou e disse que eu não deveria fazer força, deveria esperar aumentar a dilatação, mas minha bebê já estava saindo sozinha, sentia a cabeça dela na minha vagina toda esticada, dava para ver a bebê na minha barriga, como se só tivesse a pele por cima da bebê".

 

A violência obstétrica continuou por toda a madrugada "Comecei a passar mal, a vomitar sem parar, gritando por ajuda. Quando a enfermeira chegou, falou para eu ir andando para outra sala sozinha. A minha filha estava descendo entre minhas pernas e eu ainda andei quase 10 metros ".

 

O parto foi feito por uma enfermeira "assim que minha filha nasceu meu corpo começou a tremer involuntariamente, e ela reclava que não conseguia costurar porque eu não parava de tremer, vi minha placenta sair estourada e ela tirando só os pedaços dentro, 'parecia um frango sendo limpado'."

 

Meses após o nascimento de Elise, Elisangela retornou ao hospital com uma grave infecção que já estava espalhada por toda a região abdominal, devido ao restos do parto. Foram meses de tratamento para a recuperação total. Nesse período, sua bebê foi diagnosticada com autismo e hiperativismo, e de acordo com a neurologista umas das causas pode ter sido o parto induzido.

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