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Teste comportamental: autoconhecimento para profissionais de sucesso

19.05.2019

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Desigualdade de gênero: o desafio das mulheres no mercado de trabalho

 

 

Especialista Responde: Laís Iafelix é recrutadora de uma empresa do ramo energético, ela explica como as mulheres ainda sofrem preconceitos desde o processo de contratação até o dia a dia no trabalho. Confira abaixo a entrevista!

 

Quais são os principais desafios que as mulheres enfrentam no mercado de trabalho?

Os principais desafios estão relacionados ainda ao preconceito e machismo no ambiente de trabalho. Mulheres ainda são vistas como incapazes de realizar determinadas atividades bem como tendem a ser minoria em posições de liderança, além de muitas vezes receberem salários menores do que homens na mesma posição.

 

Durante sua carreira como recrutadora, você já vivenciou alguma situação que mostra como o mercado trata de forma desigual homens e mulheres?

Sim, algumas vezes! Já deixamos de contratar mulheres devido à quantidade de filhos que elas têm ou ainda deixamos de contratar por elas comentarem que planejam ter filhos em um futuro próximo (1 ano). Se um homem comenta que está pensando em ter filho, isso não é motivo de reprova, mas para mulheres, algumas vezes é.

 

O que nós mulheres podemos fazer para superar o preconceito que ainda enfrentamos no mercado de trabalho?

Esses desafios estão totalmente relacionados a uma cultura machista e sexista, oriundas de uma construção social patriarcal em que vivemos. No dia a dia nós, mulheres, precisamos cada vez mais nos posicionar e nos indignar com tal situação afinal, somos tão capazes quanto homens. Não podemos nos resignar com a situação e, realmente acredito que a reflexão diária aliada a práticas feministas também no ambiente de trabalho são o caminho para influenciarmos essa mudança cultural.

 

A forma desigual que o mercado trata homens e mulheres, seja devido as diferenças salariais, aos episódios de assédio sexual que são ignorados, ao machismo, à maternidade, preocupam as mulheres que lutam para serem reconhecidas pelo valor de seus trabalhos, enquanto sofrem preconceito devido aos seus gêneros.

 

 

Como é o caso da paulistana Sonia Cristina Tomiyoshi, de 32 anos que está a procura de uma vaga como Gerente Financeira e de Controladoria.

 

Ela conta que em um dos processos seletivos que participou recentemente foi recusada para a vaga por ser mãe de duas crianças pequenas. "Quando liguei para saber o resultado, fui informada que apesar de ser a única finalista e ter sido muito bem avaliada, não havia sido escolhida, pois a empresa acreditava que não conseguiria me dedicar ao trabalho por ter filhos pequenos".

 

Mãe da Maria Lara de 1 ano e 8 meses e do Lucas de 5 anos, Sonia tentou explicar que a maternidade não seria um problema "Informei à empresa que tenho estrutura familiar e uma babá que me ajuda, com isso, consigo conduzir minha vida profissional perfeitamente, mas não adiantou, eles já tinham tomado a decisão".

 

Ela explica que algumas empresas encaram a maternidade como um problema "Quando você se torna mãe, as coisas no âmbito profissional, mudam. Por mais que você se esforce até mais que outros profissionais, o fato de você ter ser tornado mãe coloca sua capacidade em pauta".

 

Uma coisa é certa, nós já conquistamos muito espaço e continuaremos avançando em busca pela igualdade de gênero, o mercado de trabalho vai precisar entender nossa importância e valorizar nosso trabalho. Vão ter que nos engolir!

 

Afinal, uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2014 mostra que 27,7 milhões de lares são chefiados por mulheres, o que representa 39,8% das famílias do país, e a cada ano esse número aumenta ainda mais.

 

Foto 1: silvanalages.com.br

Foto 2: Arquivo Pessoal/Reprodução Facebook

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